
Para veterinários especialistas em reprodução equina, a chamada “estação de monta” é, sem dúvida, o ponto alto do ano: a agenda lota, as urgências se multiplicam e, muitas vezes, outros serviços ficam em segundo plano para que o foco seja totalmente voltado ao manejo reprodutivo. E essa sazonalidade reprodutiva tem fundamento biológico.
A égua é um animal poliéstrico estacional de dias longos, o que significa que seus ciclos reprodutivos ocorrem com maior regularidade em épocas do ano com mais horas de luz. Assim, com a chegada da primavera e do verão, seu padrão hormonal estimula o retorno do cio e dos ciclos ovulatórios regulares.
No Brasil, isso faz com que a estação de monta geralmente comece entre agosto e setembro e se estenda até março ou abril. Já em regiões mais ao sul ou em criatórios que recorrem à luz artificial para estimular o cio, é possível antecipar o início para julho.
Essas variações influenciam diretamente o planejamento, o fluxo de caixa e a rotina do profissional que, durante meses, dedica-se quase exclusivamente ao ciclo reprodutivo. E o contexto agropecuário brasileiro reforça essa demanda: o país abriga um dos maiores rebanhos equinos do mundo, com mais de 5 milhões de cabeças, criando oportunidades expressivas de serviço tanto na temporada quanto fora dela.
Apesar de ser o período mais intenso do calendário da reprodução equina, a estação de monta também exige visão estratégica. É o bom planejamento que garante não apenas resultados sólidos no auge da temporada, mas também a continuidade do trabalho e a manutenção das oportunidades nos meses seguintes.
Compreendendo a estação: sazonalidade, riscos e cuidados da estação de monta de equinos
A “estação de monta” segue um ritmo ditado pela própria biologia dos equinos. Durante o inverno, a égua entra em anestro, período em que há pouca ou nenhuma atividade hormonal. Conforme os dias ficam mais longos, o organismo recebe estímulo para retomar a atividade reprodutiva – fase conhecida como período de atividade estacional, marcada por cios e ovulações mais regulares.
Além da parte clínica, o período também envolve cuidados administrativos importantes. Protocolos de sincronização, regras de transporte de animais e normas de registro, estabelecidas pelo Ministério da Agricultura (MAPA) e por associações como a ABQM, exigem que todos os serviços e resultados sejam documentados com precisão. Em 2024, por exemplo, a ABQM reforçou prazos para comunicar coberturas e produção de embriões, sob risco de gerar mais burocracia e até impedir o registro.
O impacto de uma falha nesse processo vai além da perda de um ciclo reprodutivo. Erros ou atrasos no registro podem gerar prejuízos financeiros, comprometer a relação com criadores e até levar a sanções. Por isso, mesmo em meio à correria, manter um sistema de organização e verificação rigorosa é essencial para garantir que a temporada seja produtiva e segura.
Planejamento eficiente: antes, durante e depois da estação
O sucesso na reprodução equina passa pela preparação: iniciar antes da estação significa cuidar da condição corporal das éguas, saúde reprodutiva individual, qualidade de sêmen dos garanhões e infraestrutura de coleta e inseminação. Isso inclui treinamento da equipe e definição clara de responsabilidade por etapa.
O uso de iluminação artificial (IA), em programas planejados, permite antecipar o ciclo reprodutivo em cerca de 60 a 90 dias, regularizando a monta e otimizando os nascimentos no início da primavera no hemisfério sul. Estudos apontam que luz artificial diminui o período de anestro e aumenta a eficiência na taxa de prenhez, especialmente em protocolos sincronizados.
- Durante a estação, o planejamento requer cronograma de serviços (ex.: coleta – inseminação – ultrassonografia para confirmação), prazo para transporte de sêmen, registros em sistema e pontos de backup (como sêmen reserva ou IA alternativa). Um calendário rígido reduz perdas e melhora o rendimento por égua.
- Depois da estação, muitos veterinários desaceleram e deixam de faturar. Essa pausa pode gerar instabilidade financeira, redução da visibilidade profissional e diminuição no volume de atendimentos. Mas o período de entressafra oferece oportunidades estratégicas para serviços complementares, como Odontologia Equina, Ortopedia Pet e reabilitação locomotora.
Isso pode garantir faturamento recorrente e atender demandas que se mantêm mesmo fora do ciclo reprodutivo. Essas especialidades agregam valor ao negócio e fortalecem a presença da clínica ou haras ao longo de todo o ano.
Além disso, atendimentos acadêmicos, docência, palestras ou consultorias também ajudam a manter a agenda ativa, gerar receita indireta e fortalecer sua reputação.
Kits e produtos para reforçar sua operação o ano inteiro para não depender apenas da Estação de Monta dos equinos
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Esses kits possibilitam que você aproveite o período pós-estação, com portfólio completo de campo, reforçando que não é só reprodução que impulsiona sua clínica, mas a rotina bem equipada e versátil.
O ciclo completo da estação e o caminho para resultados sustentáveis
A estação de monta concentra suas operações em poucos meses: é um período intenso, tecnicamente exigente e emocionalmente desafiador. Mas quem se prepara antecipadamente transita por esse período com controle técnico, cumprimento de protocolos e faturamento consistente. E, acima de tudo, quem diversifica, investindo em odontologia equina, ortopedia pet e suporte acadêmico, mantém a clínica ativa o ano inteiro com qualidade e inovação.
Para isso, ter uma base sólida de instrumentos e kits personalizados é essencial. A Ortovet oferece tradição, produção nacional, negociação flexível e soluções completas para que você cuide dos seus pacientes, independentemente da estação.
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